Imaginação

A cultura ocidental costuma tratar a imaginação como uma faculdade ou capacidade mental que permite a representação de objetos segundo aquelas qualidades dos mesmos que são dadas à mente através dos sentidos – isso segundo a concepção sartriana apresentada em sua obra O imaginário: psicologia fenomenológica da imaginação. (wiki)

No Popular, a imaginação é encarada como mera fantasia. Como algo que não ajudará a criança a passar no vestibular ou reproduzir os métodos ensinados, e por esse motivo, crianças são reprimidas pelos professores no exato momento em que sua atenção se desvia do monótono conteúdo programático das aulas e se volta para a dinâmica da sua própria imaginação…

Para além da concepção sartriana de que a imaginação é a capacidade de elaborar simulacros de objetos apreendidos na materialidade, o imaginário é a capacidade mesma de fundar o real e percebê-lo (O imaginário: ensaio sobre a ciência e a filosofia da imagem e As estruturas antropológicas do imaginário – Gilbert Durand).   (wiki)

Neste vídeo Terence Mckenna amplia ainda mais essa visão e fala sobre a imaginação como um receptor de informação proveniente de um espaço não-local da experiência que fazemos parte. Algo que se torna cada vez mais forte e presente ao longo do tempo.

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3 respostas
  1. iskybaush
    iskybaush says:

    O post aborda a repressão à imaginação no ambiente escolar. Perceba que, nesse caso, imaginação significa criar conexões entre áreas distintas do conhecimento, faculdade primária da criatividade, uma atividade interativa, ativa – de caráter oposto ao monólogo passivo ao qual submetemos, com a consciência limpa, por vários anos grande parte de nossa população.

    Ainda não dialogo com Sartre.

    McLuhan disse que as escolas são nossa reação à novas mídias: pelas tais tentamos preservar e transmitir os nossos métodos de percepção tradicionais para as próximas gerações. Acontece que nossos “métodos tradicionais” ensinados na escola datam de antes da Segunda Guerra: ensinamos uma cultura gutenbergiana que não faz mais parte, integralmente, do transe tecnológico atual.

    Algumas pessoas interpretam o iPad como uma reação do inconsciente coletivo à essa realidade.

    http://stevecheney.posterous.com/the-ipad-will-change-education-forever

    Os alquimistas não faziam distinção clara entre imaginação e realidade: encaravam os processos externos em seu caldeirão como reflexo dos processos internos, do microcosmo. O mesmo se aplica à ars memoriata da Antiguidade e da Idade Média. Todos esses são esforços para evidenciar que “the world is made of language”, e que a distinção entre interno/externo fantasia/realidade constitui tão somente uma fantasia tornada real pela nossa própria crença em sua existência.

    Portanto, dá sim para passar no vestibular usando a imaginação.
    http://homeworkhelpblog.com/how-to-memorize-anything-with-the-power-of-mnemonics/

    Responder
  2. iskybaush
    iskybaush says:

    Vídeo original: ???

    Transcrição:
    The name of the game is to bring back real information. And that’s how you’ll convince the rest of us to do it and to believe you. And I think it can be done. I think probably shamanism is about this, that… you know, I really, like, one of the things we talked a little bit about here but maybe not enough is this Bell non-local information space, that seems to lurk beneath the surface of ordinary reality. For fifty years in quantum physics this was denied as so counter-intuitive and leading to such bizarre conclusion and possibilities that it must be impossible. And now they have done experiments that very much show… This is real, this is real, and what it means is all the mystics of history were right, you can journey from any place in the universe to any other place instantly, you can extract information that lies on the other side of the cosmos instantly, it’s all done in the imagination, the imagination is this sense which you have that is your non-local perceptor. Your local perceptors are your eyes, your ears, the surface of your body, so forth and so… the non-local perceptor is the imagination, and it’s giving you a continuous holographic read-out of the Bell non-local dimension and then, it’s like a, a cheat on you being trapped in the evolutionary (?- french sounding word) of Newtonian space and time, and you’re trapped in the Newtonian (?-same word) but you have this little tiny people, this doorway into the entire Cosmos. All the races that ever were there, all the catastrophes and civilizations and philosophies and messiahs and so forth and so on But you have to like tune it. 99,9999% of this Bell information is utterly incomprehensible to the human mind because it’s in a scale too large or too small, or it envolves premises or environments or pressupositions so bizarre that you can’t grok them. But the remaining 0,0001% of this data is absolutely fascinating. Beings, philosophies, works of art, ruins, planets, strange music, strange art, strange ideas, and there so much to be explored and then to be brought back as much as can be into the human camp. And I think that, we’re hunters and gatherers in hyperspace as much as we are in 3D. And what we’re rolling and scanning for in those informational spaces are things that delight us, or make life more confortable, or inform us about our relationships with each other and our environment, the future lies in the imagination. The imagination is going to get louder, and louder, and louder. William Blake saw this. We talked about virtual realities, designer drugs, downloading ourselves into circuitry, travel through time, desincarnate bodies, cloned identities, gender shifting, point of view shifting, all these things this is all about the rules of mind overwhelming the rules of physics. The rules of physics, says you are a body, you are in a planet, you have a momentum, you have a specific rather and you should behave like this, and like this, and like this… and the mind says No, I want to be pure unleashed conceptuality, I want to be a thought blown in a hyperdimensional wind, I want to move from planet to planet in the blink of an eye, I want to know everything, see everything, be everything, feel everything, and by that means, somehow, I’ll make my way back to my higher hidden source. And, who knows you know? Maybe this always awaited us beyond the grave and what we’re doing in some sense is drawing death into the world and erasing that most profound of all boundary distinctions, the distinction between life and death itself becomes thin, becomes transparent in this context.

    Responder

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